Sintomas silenciosos do câncer de pele


Às vésperas do início do verão, médicos alertam para sintomas silenciosos do câncer de pele

Às vésperas do início do verão, médicos alertam para sintomas silenciosos do câncer de pele. Manchas que coçam ou ardem e alteração na cor de sinais podem ser indícios da doença.

A chegada das altas temperaturas do verão é uma oportunidade de chamar a atenção para o câncer de pele não-melanoma, mal que preocupa em todo o mundo. Tipo mais recorrente entre os tumores malignos identificados – representando 30% do total de casos no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) –, a doença apresenta sintomas silenciosos: lesões na pele com demora de mais de quatro semanas na cicatrização, variação na cor de sinais pré-existentes e manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram.

O alerta tem o objetivo de frear o aparecimento de novos casos e, ao mesmo tempo, ajudar na identificação precoce da doença, aumentando os percentuais de cura. Números do Inca reforçam a importância da prevenção do câncer de mama não-melanoma: a estimativa é o total de175.760 novos casos até o fim de 2016, sendo 80.850 homens e 94.910 mulheres.

“Há dois principais tipos de câncer de pele: o melanoma – que representa apenas 3% dos tumores malignos de pele, sendo, contudo, o mais grave e agressivo, em virtude da sua alta possibilidade de metástase; e o não-melanoma, que corresponde a cerca de um terço dos tumores malignos diagnosticados entre todos os tipos de cânceres. Assim é fundamental se consultar, periodicamente, com um médico dermatologista. Como esse tipo câncer tem elevadas chances de cura, caso seja detectado precocemente, uma das armas de prevenção mais poderosas é a universalização dos sintomas e da prática do autoexame”, esclarece o oncologista dr. Frederico Pereira Nunes, da Oncoclínica.

Para o médico, outra potente ferramenta de prevenção do câncer de pele não-melanoma é o conhecimento prévio dos fatores de risco: “É também muito importante que a população saiba que o câncer de pele não-melanoma tem maiores probabilidades de incidência em pessoas de pele clara, acima de 40 anos e em pessoas que já tiveram doenças cutâneas, o que nesse caso inclui negros, crianças, mesmo que os casos sejam mais raros. Pessoas que trabalham sob exposição direta a raios ultravioletas do sol são mais vulneráveis. É preciso também atenção a outros fatores de risco, como agentes químicos (arsênico), radiação ionizante, processo irritativo crônico (úlcera de Marjolin), genodermatoses (xeroderma pigmentosum, entre outros)”, observa dr. Frederico, que acrescenta: “As recomendações de sempre (uso de filtros solares com fator de proteção 15 ou mais, de chapéus, de guarda-sol e de óculos escuros, além de manter distância da exposição ao sol das 10h às 16h) continuam válidas e são imprescindíveis para todas as faixas etárias, ajudando a preservar vidas”, ressalta o médico oncologista da Oncoclínica.

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